Apesar de que para nós brasileiros "tudo é gibi", nos EUA a distinção entre tiras para jornais e revistas em quadrinhos é muito clara; Isso porque enquanto nos EUA dezenas de jornais diferentes eram a vitrine do personagem, no Brasil e vários outros países ao redor do mundo, as tiras já eram compiladas e publicadas juntas em publicações especializadas de quadrinhos, inclusive revistas.
Assim, ironicamente, o Fantasma acabou ganhando gibis em vários outros países antes dos EUA, inclusive com o Brasil em quinto lugar, tendo sido precedido somente pelo italianos, australianos, franceses e suecos. Nos EUA as tiras eram reimpressas inicialmente na revista ACE Comics, lançada pela própria King Features Syndicate; quando ela encerrou sua divisão de comics, licenciou as tiras para a Harvey Comics reimprimi-las, na revista Harvey Hits, onde o nome do Fantasma figurava na capa, com ele tendo edições exclusivas - muita gente considera esse o primeiro "gibi" do Fantasma nos EUA, e você vai encontrar essa informação equivocada por aí, pois na verdade o nome da revista era mesmo HARVEY HITS.
O Fantasma só ganhou um "comic book" de fato no final de 1962, quando o personagem foi licenciado para a Western Publishing (que na época tinha criado o selo Gold Key para seus quadrinhos) produzir suas próprias histórias. Assim, pela primeira vez nos EUA, o Fantasma teria histórias feitas diretamente atendendo ao formato revista em quadrinhos, e não mera remontagem para reimprimir as tiras de jornal.
A primeira equipe criativa da revista foi composta pelo editor Bill Harris que também escrevia os roteiros, a maioria baseados em histórias das tiras já escritas por Lee Falk, e o próprio desenhista Bill Lignante criou pelo menos três novas histórias. Após 17 edições, a revista passou para a King Comics, quando a King Features Syndicate resolveu de novo tentar a mão lançando suas próprias revistas em quadrinhos, iniciativa que durou 11 edições, até eles jogarem a tolha, e licenciarem de novo a publicação, que acabou nas mãos da Charlton Comics, que continuou o resto da jornada editorial do gibi.
Embora a série tenha terminado no número 74, apenas 73 edições foram lançadas, já que o número 29 nunca foi impresso na capa de uma revista em quadrinhos. Quando a Charlton Comics assumiu a publicação, substituindo a King Comics, lançou a nova linha a partir do número 30, ignorando completamente o fato de que a próxima edição deveria ter sido a número 29.
Enquanto a fase Harris e Lignante continuou durante a "Era King" (até o número 28), quando a Charlton assumiu (no número 30), vieram novas equipes criativas, como Jim Aparo, Jose Delbo, Pat Boyete e em sua última fase, Don Newton, entre outros. Os roteiristas também variavam, com Joe Gill, Dick Wood, Nicola Cuti, D. J. Arneson, entre outros nomes menos conhecidos. Em determinada altura algumas histórias italianas da editora Frateli Spada chegaram a ser reimpressas.
A RGE/Globo publicou toda fase Gold Key/King Comics (com exceção de uma edição); as revistas da Charton, justo a fase de maior duração, no entanto, acabou não publicada por aqui pois a editora carioca não quis comprá-la. Só recentemente, a editora Mythos tem trazido compilações específicas deste material, reunindo as histórias de Jim Aparo e Don Newton.




Oi Nano, Parabéns pela iniciativa dessa nova página: "Biblioteca do Fantsma", ficou muito bom, já disse muits vezes que você tem um grande talento para pesquisar e escrever sobre os personagens que são lançados no HQ Vintage.
ResponderExcluirE agora você utiliza essa sua qualidade para valorizar essa nova pagina do Fantasma na grande Rede.
Desejo muito sucesso, e se precisar é só falar.
Muito obrigado Sabino. Também fique a vontade para divulgar essas revistas no Fantasma Brasil, seria uma honra!
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