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sábado, 14 de fevereiro de 2026

AS CRÔNICAS DO FANTASMA (Team Fantomen) 1963 - Atualmente

"As Crônicas do Fantasma" são as histórias produzidas pelo "Team Fantomen", um núcleo de produção montado na Suécia com autores de várias nacionalidades e que são publicadas em outros países do mundo também. No Brasil, essas histórias também apareceram nas revistas da RGE/Globo, e mais recentemente da Mythos, mas foram pouco mais de uma centena delas, o que nem equivale a 10% do total, já que atualmente o Team Fantomen já produziu mais de mil histórias do Fantasma. 

Especialmente o blog FANTASMA BRASIL tem se empenhado em traduzir as inéditas no país, e elas serão disponibilizadas aqui junto com scans de material da RGE/Globo; o HQ Vintage já começou a tradução de outras inéditas, somando esforços a esse hercúleo projeto. 

Vamos estar disponibilizando os números já feitos, mas não se preocupe com os números saltados. As histórias do Fantasma sempre conquistaram os fãs por não serem excessivamente ancoradas na cronologia; esta vale e conta, mas você não precisa necessariamente ter lido uma edição anterior para entender uma história do Fantasma. 

Resolvemos chamar essa publicação de "As Crônicas do Fantasma" porque as mais populares histórias do Team Fantomen são justamente aquelas "históricas", com as outras gerações de Fantasmas. Foram estas que inclusive conquistaram também os brasileiros. O Team Fantomen explorou o passado dos Fantasmas até mais do que o próprio Lee Falk, mas sempre atentos a cronologia que ele estabelecera. Personagens que o criador original usou numa única aventura são assim aprofundados, e a lenda do Fantasma (ou melhor, Fantasmas) se torna maior ainda. 


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O FANTASMA (DC Comics) 1988-1990

Após o cancelamento da revista da Charlton em 1977, o Fantasma somente foi ganhar uma nova revista em quadrinhos nos EUA mais de dez anos depois, em 1988, pelas mãos da DC Comics que licenciou o personagem na esperança de revitalizá-lo com outras marcas dos pulps e comics strips que estava reformulando na época, como Flash Gordon, O Sombra e Doc Savage. 

Com a própria King Features Syndicate exigindo que o personagem não fosse muito alterado, a decisão dos editores foi modernizá-lo sem descaracterizá-lo, nem recontar sua origem, ao contrário do que foi feito com outros personagens clássicos - uma vez que as tiras em quadrinhos continuavam sendo publicadas e o Fantasma era facilmente reconhedico pelo público. A única mudança foi apresentar um Fantasma ainda solteiro (ele havia se casado em 1978), mas já envolvido e namorando com Diana Palmer.

Inicialmente foi lançada uma mini-série para testar essa nova visão do personagem, que contou com o então jovem e novato escritor Peter David nos roteiros, e o veterano fã do Fantasma Joe Orlando nos desenhos, com Dennis Janke na arte-final. A história consegue explicar a mitologia por trás do Fantasma com uma nova trama nos dias atuais misturada com a iniciação de um dos seus antepassados - um excelente ponto de partida para qualquer novo leitor. 

A mini-série teve boas vendas, e assim, no ano seguinte, o Fantasma ganhou uma nova revista mensal, agora escrita pelo também jovem Mark Verheiden, que posteriormente trabalharia mais com cinema e televisão, tendo assinado roteiros para filmes como O Máscara e Time Cop, e episódios de Smallville, Battlestar Galactica, Heroes, Constantine, Monstro do Pântano, Demolidor, e várias outras baseadas/inspiradas nos quadrinhos; e desenhada por Luke McDonald, que estava chamando atenção por sua versão do Esquadrão Suicida.

Verheiden foi fiel ao personagem, mas o modernizou com combatividade anti-colonialista para desmontar uma crítica muito comum ao herói, mostrando o Fantasma enfrentando mercadores de armas, escravagistas e piratas modernos, racismo e outros crimes praticados contra os africanos. Apesar de ser elogiada pela crítica, a série não vendeu bem o suficiente para a DC aceitar pagar um aumento pelos direitos autorais que a King Features Syndicate exigiu na renovação do contrato, e assim a revista foi encerrada na 13ª edição, com uma reencenação do casamento do Fantasma e Diana. 


VOLUME 1 (1988)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O FANTASMA (Marvel Comics) 1994-95

 Em 1994, a Marvel Comics licenciou o Fantasma e produziu duas publicações. A primeira delas, com data de fevereiro de 1995, foi uma mini-série de luxo em três edições, em que apresentava um novo Fantasma, o 22º, filho do clássico Fantasma das tiras em quadrinhos, nos dias atuais, munido de equipamentos modernos, encarando o arqui-inimigo do herói, General Bababu, numa trama cheia de espionagem e crítica social e política.

A segunda publicação foi outra mini-série, lançada em maio do mesmo ano, é uma adaptação do então corrente desenho animado "Fantasma 2040", com arte do lendário Steve Ditko (co-criador do Homem-Aranha). 

A Marvel no entanto estava passando por dificuldades financeiras na época (a editora decretaria falência em 1996), e isso levou a cancelar diversos projetos paralelos, fazendo com que não renovassem o contrato de licença com a King Features Syndicate, impedindo novos lançamentos. 


FANTASMA: O ESPÍRITO QUE ANDA (1995)

FANTASMA 2040 (1995)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

FANTASMA EXTRA (Frew) 1990 - Atualmente

Apesar de ter lançado a primeira e mais antiga revista em circulação do Fantasma no mundo, a Frew Publications, editora do personagem da Austrália, somente começou a lançar histórias próprias a partir de 1990, e ainda de forma rara e esporádica. Somente a partir de 2016 a produção aumentou significativamente, já chegando ao número de 125 aventuras até agora. 

Outro destaque para o trabalho da Frew são as séries paralelas, como "Phantom Kid", que tratam das aventuras do 21º Fantasma quando criança; a série "Phantom by Caslight", estrelada pelo 17º Fantasma e sua irmã Julie, a "Mulher-Fantasma", na época vitoriana; Fantasma: Vietnã, que coloca o herói em meio ao conflito no sudeste asiático; e a mini-séria "Cruzado Fantasma", explorando um antepassado da linhagem da idade média, anterior até ao próprio primeiro Fantasma. 


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O FANTASMA (MOONSTONE) 2002-2010

Durante seus primeiros anos como editora do Fantasma (2002-2004), a graphic novel foi o principal formato da linha de publicações do Fantasma da Moonstone. No total, cinco novels foram lançadas antes do lançamento da série regular do Fantasma e do fim da série de graphic novels. Essas cinco novels fizeram da Moonstone a primeira editora americana a produzir material original do Fantasma desde que a Marvel Comics cancelou sua linha Fantasma 2040 em 1995.


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A Assassina de espíritos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O HOMEM MASCARADO (Fratelli Spada) 1962 - 1973

A Fratelli Spada foi uma editora italiana que assumiu a publicação das histórias do Fantasma naquele país no começo dos anos 60, dando continuidade a uma trajetória editorial que vinha ininterruptamente desde o final da Grande Guerra, em 1945 (o Fantasma estreara na Itália em 1937, mas cessara sua publicação em 1941 devido ao confronto com os EUA). Assim o personagem já era bastante conhecido e popular, quando a editora lançou a revista "Avventure Americane - L'Uomo Mascheratto" - "O Homem Mascarado" é o nome pelo qual o herói é chamado pelos italianos desde sempre.

Operando em base quinzenal, logo semanal, tamanho o sucesso do Fantasma na década de 60 tinha na Itália, os editores logo se viram com falta de material, e o jeito foi produzir suas próprias histórias. Era o ano de 1962, o comic book do Fantasma nos EUA ainda estava pra ser lançado, e os suecos só começariam a produzir suas próprias histórias no ano seguinte. Sendo uma das primeiras novas fontes de histórias estrangeiras do Fantasma, o material da Fratelli Spada logo foi exportado para outros países, como França, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Noruega, Finlândia, e claro, o Brasil (embora a RGE não tenha publicado muitas delas). 

O grupo Fratelli produziu ao todo 332 histórias até o ano de 1973, e embora continuassem publicando revistas do Fantasma até 1980, cessaram o departamento de produção própria; naquela ocasião já havia os comics americanos e as histórias suecas como fontes de histórias extras, resolvendo assim o problema da demanda de material para preencher as revistas. Não se sabe os autores de todas as histórias produzidas pela Fratelli Spada, pois eles não creditavam os criadores, sendo mais identificáveis alguns desenhistas pela identidade do traço; Umberto Sammarini, Germano Ferri, Senio Patresi e Felmang, são os nomes mais presentes. Em relação aos roteiros, sabe-se que Giovanni Fiorentini foi o principal roteirista, mas não se sabe exatamente quais histórias ele escreveu. Outros roteiristas foram Achille Lucarini e Giorgio Pedrazzi . Além disso, diversos artistas, como Germano Ferri , Antonio Sciotti e Senio Pratesi , ocasionalmente escreveram seus próprios roteiros.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

O FANTASMA (BRASIL) 1957-1986

Antes mesmo da Itália e da Suécia, os editores brasileiros do Fantasma (RGE) começaram a encomendar histórias para artistas brasileiros para preencher as páginas das revistas do herói. A produção começou para "Fantasma Extra" (uma publicação anual), mas logo se tornou também fonte de material para a Fantasma Magazine, e posteriormente para os Almanaques e Especiais do Fantasma.

Walmir Amaral é o artista mais associado as histórias brasileiras, tendo produzido 35 das 75 histórias registradas. No entanto, ele chegaria no personagem apenas nos anos 70. Nos anos 60 o principal nome foi de Gutemberg Monteiro (cinco histórias, além de ser o principal capista de "Fantasma Magazine"), embora ele não tenha feito a primeira história, honra que coube a Getúlio Delphin. 

A produção de histórias nacionais se encerrou com o fim da RGE, em 1986, e a editora Globo preferia utilizar o material sueco e americano, devido as condições da época encarecerem a produção nacional e eles não atuarem como exportadores dessas histórias, ao contrário do que a Abril fazia com sua produção da Disney, o que viabilizava o departamento criativo. Nesta seção vamos publicar todas as histórias brasileiras pela ordem em que foram lançadas, especificando também a fonte de onde elas foram extraídas. 

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