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sábado, 14 de fevereiro de 2026

O FANTASMA (DC Comics) 1988-1990

Após o cancelamento da revista da Charlton em 1977, o Fantasma somente foi ganhar uma nova revista em quadrinhos nos EUA mais de dez anos depois, em 1988, pelas mãos da DC Comics que licenciou o personagem na esperança de revitalizá-lo com outras marcas dos pulps e comics strips que estava reformulando na época, como Flash Gordon, O Sombra e Doc Savage. 

Com a própria King Features Syndicate exigindo que o personagem não fosse muito alterado, a decisão dos editores foi modernizá-lo sem descaracterizá-lo, nem recontar sua origem, ao contrário do que foi feito com outros personagens clássicos - uma vez que as tiras em quadrinhos continuavam sendo publicadas e o Fantasma era facilmente reconhedico pelo público. A única mudança foi apresentar um Fantasma ainda solteiro (ele havia se casado em 1978), mas já envolvido e namorando com Diana Palmer.

Inicialmente foi lançada uma mini-série para testar essa nova visão do personagem, que contou com o então jovem e novato escritor Peter David nos roteiros, e o veterano fã do Fantasma Joe Orlando nos desenhos, com Dennis Janke na arte-final. A história consegue explicar a mitologia por trás do Fantasma com uma nova trama nos dias atuais misturada com a iniciação de um dos seus antepassados - um excelente ponto de partida para qualquer novo leitor. 

A mini-série teve boas vendas, e assim, no ano seguinte, o Fantasma ganhou uma nova revista mensal, agora escrita pelo também jovem Mark Verheiden, que posteriormente trabalharia mais com cinema e televisão, tendo assinado roteiros para filmes como O Máscara e Time Cop, e episódios de Smallville, Battlestar Galactica, Heroes, Constantine, Monstro do Pântano, Demolidor, e várias outras baseadas/inspiradas nos quadrinhos; e desenhada por Luke McDonald, que estava chamando atenção por sua versão do Esquadrão Suicida.

Verheiden foi fiel ao personagem, mas o modernizou com combatividade anti-colonialista para desmontar uma crítica muito comum ao herói, mostrando o Fantasma enfrentando mercadores de armas, escravagistas e piratas modernos, racismo e outros crimes praticados contra os africanos. Apesar de ser elogiada pela crítica, a série não vendeu bem o suficiente para a DC aceitar pagar um aumento pelos direitos autorais que a King Features Syndicate exigiu na renovação do contrato, e assim a revista foi encerrada na 13ª edição, com uma reencenação do casamento do Fantasma e Diana. 


VOLUME 1 (1988)

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