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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Seja bem-vindo a Biblioteca do Fantasma! Sua coleção definitiva de histórias do "Espírito que Anda"!

 Há 90 anos atrás começou a ser publicado o que alguns consideram o "primeiro super-herói"... O FANTASMA! Até hoje suas histórias são publicadas em várias formas e lugares, levando muitos leitores a dúvida sobre quem é o Fantasma de fato, e o que conta ou não para sua cronologia. Algo que também cansa muito os leitores foi o excessivo número de republicações nas revistas brasileiras das editoras RGE, Globo e Saber, sempre fora de ordem, e não considerando a cronologia dos acontecimentos. A intenção desse blog é organizar sua lista de leitura, para que você saiba exatamente do que se trata cada série do Fantasma, dando assim escolha para que você mesmo defina o que pretende ler ou não - e tudo dentro da absoluta ordem de publicação, pra não deixar ninguém perdido! Eis o que você encontrará aqui (clique nas capas para ir a cada tópico):


AS TIRAS DIÁRIAS


Aqui está como tudo começou - as tiras diárias são publicadas até hoje, em vários jornais ao redor do mundo, se constituem no principal cânone do Fantasma. Assim como as tiras dominicais, fazem parte da cronologia oficial do personagem. As 160 primeiras delas foram publicadas em algum momento pela RGE/Globo.

AS TIRAS DOMINICAIS


Surgidas três anos depois das diárias, as tiras de domingo também fazem parte da cronologia oficial. Por um curto período, nos anos 50, elas chegaram a se integrar a mesma storyline da tira diária, e já houve casos de histórias que tem a versão das diárias (mais longas) e de domingo (mais condensadas).

FANTASMA COMICS


A primeira revista em quadrinhos (comics) do Fantasma nos EUA trouxe tanto histórias originais quanto versões das tiras diárias e dominicais. Foi lançada em 1963 e publicada até o final dos anos 70, passando pelas editoras Gold Key, King Comics e Charlton Comics.


AS CRÔNICAS DO FANTASMA

Produzidas na Suécia e também muito populares na Noruega e Finlândia, o famoso "Team Fantomen" é o maior produtor de histórias em quadrinhos do Fantasma do mundo, com histórias com enorme qualidade, e são um complemento a cronologia oficial, com um grande destaque as linhagens passadas do Fantasma. 


O FANTASMA (DC)


A aclamada passagem do Fantasma pela DC teve uma mini-série em quatro edições (escrita por Peter David!) e uma revista mensal de 13 edições (desenhada por Luke McDonald), oferecendo uma versão mais madura do "Espírito-que-Anda" com crítica social e política, bem ao gosto dos anos de 1980.

FANTASMA EXTRA(FREW)


O Fantasma é altamente popular na Austrália, com uma revista que está há mais de 60 anos nas bancas! Para dar conta da demanda, os australianos também chegaram a produzir suas próprias histórias do Fantasma, que são bastante integradas a cronologia do Team Fantomen sueco.

O FANTASMA (MARVEL)


O Fantasma depois passou pela Marvel, que no entanto preferiu versões alternativas do herói, como a mini-série com o 22º Fantasma (filho do atual) e a quadrinização do popular desenho animado "Phantom 2040".
 


FANTASMA (moonstone)


Por quase dez anos, a editora Moonstone lançou seus próprios gibis do Fantasma nos EUA, em histórias que levam em conta o canone das tiras diárias e dominicais, mas não exige conhecimento cronológico, focando mais na ação que pode ser melhor aproveitada na grade grande de páginas inteiras de quadrinhos. 


FANTASMA: O HOMEM MASCARADO

O Fantasma também teve suas histórias próprias na Itália, onde a principal característica do herói é seu uniforme vermelho. Suas histórias em geral tem natureza mais fantástica e focam nos desafios do herói contra super-vilões, bem ao gosto dos fumettis italianos. 

AS AVENTURAS DO FANTASMA (Alemanha)


Aqui, o Fantasma é um conhecido combatente do crime, frequentemente contatado pela polícia e pelo governo para auxiliar em investigações criminais. O Fantasma raramente usa o disfarce do Sr. Walker, mas seu traje quase não causa reações nas pessoas que encontra.

O FANTASMA (BRASIL)


O Brasil, através da Rio Gráfica Editora, também produziu suas próprias historias do Fantasma, e assim como os suecos, respeitou bastante a cronologia da tiras de jornais. Nós vamos trazer todas com numeração própria e pesquisando e creditando seus autores, que não eram identificados pela RGE. 


O ÚLTIMO FANTASMA


Em 2010 a Dynamite ofereceu uma versão alternativa/atualizada do 21º Fantasma, concebida por Alex Ross e desenvolvida pelo roteirista Scott Beatty e o desenhista brasileiro Eduardo Ferigato. Como objetivo de capturar novos leitores, a série divide opiniões entre os fãs mais veteranos. 

O FANTASMA (hermes)


A editora Hermes focou mais em republicar o material clássico na sua gestão do Fantasma, no entanto, também lançou algumas graphic novels e one-shots com histórias inéditas do Espírito que Anda. Veja quais foram elas nesse tópico!



O FANTASMA ATACA


A  Lightning Strike Comics é uma editora que publica o Fantasma na Irlanda, e resolveram criar também histórias próprias, feita por artistas irlandeses, americanos e ingleses. "The Phantom Strike" é o nome da revista mensal que eles criaram, mas eles lançaram outras publicações com novas histórias também. 

LENDAS DO FANTASMA


Defensores da Terra, King's Watch, Lothar como o Fantasma, e outras versões alternativas do Espírito que Anda estarão aqui! Nada disso é canônico, mas por que não podemos nos divertir?

 


O FANTASMA RESSURGE


A Mad Cave Studios é a mais nova editora do Fantasma nos EUA e acabou de lançar um novo gibi do herói por aquelas bandas, com histórias ecritas por Ray Fawkes (colaborador costumeiro da Marvel e DC, tendo já trabalhado principalmente com Batman, John Constantine e Wolverine) e desenhadas por Russell Mark Olson, uma nova promessa dos quadrinhos.




AS TIRAS DIÁRIAS (1936 - Atualmente)

 O FANTASMA estreou nas tiras em quadrinhos para jornais nos Estados Unidos em 17 de fevereiro de 1936. Desde então, há 90 anos, todos os dias, de segunda a sábado, suas aventuras continuam sendo contadas em jornais nos EUA e ao redor do mundo até hoje. 

No Brasil, muito cedo essas tiras eram publicadas de forma agregada, geralmente semanalmente, outras vezes direto numa compilação que trazia uma aventura completa. A principal fonte de histórias das revistas do Fantasma no Brasil foram as tiras diárias, que são (junto com as tiras dominicais) o que a King Features Syndicate considera o cânone oficial do personagem. 

Aqui você encontra cada tira em ordem de publicação, em compilações que seguem a própria lista determinada pela King Features, e que é a base de dados para o Guia dos Quadrinhos e a Phantom Wiki, a maior autoridade em Fantasma na internet.

As Tiras Diárias podem ser classificadas em quatro fases distintas:

A ERA DE OURO: Do número 01 ao 81, inicialmente desenhada por Ray Moore, depois por seu assistente Wilson McCoy, as histórias que construíram a mitologia do Fantasma. As primeiras histórias são mais épicas, no entanto, a partir do final da segunda guerra, e principalmente nos anos 50, as histórias tomaram um rumo mais inocente e fantasioso devido a perseguição do macartismo que via os quadrinhos com maus olhos. 

A ERA DE PRATA: No número 82 o desenhista Sy Barry faz sua estréia e moderniza o Fantasma, e o roterista Lee Falk também parece se renovar, criando vários clássicos no período. É a fase favorita da maioria dos fãs do Fantasma.

A ERA DE BRONZE - Ainda com Barry nos desenhos, em 1978, na história número 136, "O Casamento do Fantasma" começa uma nova era para o herói, que nos anos 80 terá que começar a lidar com os inegáveis problemas sociais e políticos da África, dando mais seriedade às histórias. 

A ERA MODERNA - O criador/roteirista Lee Falk morre em 1999, e na aventura nº 196 assume o escritor Toni DePaul, que até hoje escreve as histórias das tiras diárias do Fantasma. São histórias onde os filhos de Fantasma e Diana crescem, e no momento cronológico atual, o 21º Fantasma é um homem de meia-idade, possivelmente com pouco mais de 50 anos, mas ainda exercendo seu papel com enorme vigor físico. 


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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

AS TIRAS DOMINICAIS (1939 - Atualmente)

 As Tiras de domingo do Fantasma começaram a sair nos jornais a partir de 28 de maio de 1939, e foi uma amostra do sucesso da série diária, permitindo que agora os leitores ávidos pelo Fantasma o tivessem todos os dias da semana. 

O grande diferencial das tiras de domingo são as cores e o formato maior; apesar de ser originalmente criadas para ocupar meia página de jornal, as tiras foram evoluindo para poderem ser remontadas no tamanho de uma página de jornal tablóide, caso fosse esse o desejo do jornal ou revista que comprasse a tira. 

A equipe criativa das tiras dominicais era a mesma das tiras diárias, Lee Falk e Ray Moore (posteriormente com Wilson McCoy assumindo totalmente a arte, após anos como assistente de Moore). Por isso ela sempre teve grande sintonia com a continuidade das tiras diárias, embora fossem séries separadas - Muitos leitores na época só compravam jornais aos domingos, e por isso, para não ficarem perdidos por não lerem as tirinhas da semana, podiam acompanhar a história de domingo tranquilamente, sem confusão. Apenas nos anos 50 se tentou integrar as duas séries, com as histórias das diárias continuando aos domingos, mas o formato não deu certo, e se voltou a separá-las.



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domingo, 15 de fevereiro de 2026

O FANTASMA volume 1 (1962-1977)

Apesar de que para nós brasileiros "tudo é gibi", nos EUA a distinção entre tiras para jornais e revistas em quadrinhos é muito clara; Isso porque enquanto nos EUA dezenas de jornais diferentes eram a vitrine do personagem, no Brasil e vários outros países ao redor do mundo, as tiras já eram compiladas e publicadas juntas em publicações especializadas de quadrinhos, inclusive revistas. 

Assim, ironicamente, o Fantasma acabou ganhando gibis em vários outros países antes dos EUA, inclusive com o Brasil em quinto lugar, tendo sido precedido somente pelo italianos, australianos, franceses e suecos. Nos EUA as tiras eram reimpressas inicialmente na revista ACE Comics, lançada pela própria King Features Syndicate; quando ela encerrou sua divisão de comics, licenciou as tiras para a Harvey Comics reimprimi-las, na revista Harvey Hits, onde o nome do Fantasma figurava na capa, com ele tendo edições exclusivas - muita gente considera esse o primeiro "gibi" do Fantasma nos EUA, e você vai encontrar essa informação equivocada por aí, pois na verdade o nome da revista era mesmo HARVEY HITS. 

O Fantasma só ganhou um "comic book" de fato no final de 1962, quando o personagem foi licenciado para a Western Publishing (que na época tinha criado o selo Gold Key para seus quadrinhos) produzir suas próprias histórias. Assim, pela primeira vez nos EUA, o Fantasma teria histórias feitas diretamente atendendo ao formato revista em quadrinhos, e não mera remontagem para reimprimir as tiras de jornal. 

A primeira equipe criativa da revista foi composta pelo editor Bill Harris que também escrevia os roteiros, a maioria baseados em histórias das tiras já escritas por Lee Falk, e o próprio desenhista Bill Lignante criou pelo menos três novas histórias. Após 17 edições, a revista passou para a King Comics, quando a King Features Syndicate resolveu de novo tentar a mão lançando suas próprias revistas em quadrinhos, iniciativa que durou 11 edições, até eles jogarem a tolha, e licenciarem de novo a publicação, que acabou nas mãos da Charlton Comics, que continuou o resto da jornada editorial da revista.

Embora a série tenha terminado no número 74, apenas 73 edições foram lançadas, já que o número 29 nunca foi impresso na capa de uma revista em quadrinhos. Quando a Charlton Comics assumiu a publicação, substituindo a King Comics, lançou a nova linha a partir do número 30, ignorando completamente o fato de que a próxima edição deveria ter sido a número 29. 

Enquanto a fase Harris e Lignante continuou durante a "Era King" (até o número 28), quando a Charlton assumiu (no número 30), vieram novas equipes criativas, como Jim Aparo, Jose Delbo, Pat Boyete e em sua última fase, Don Newton, entre outros. Os roteiristas também variavam, com Joe Gill, Dick Wood, Nicola Cuti, D. J. Arneson, entre outros nomes menos conhecidos. Em determinada altura algumas histórias italianas da editora Frateli Spada chegaram a ser reimpressas. 

A RGE/Globo publicou toda fase Gold Key/King Comics (com exceção de uma edição); as revistas da Charton, justo a fase de maior duração, no entanto, acabou não publicada por aqui pois a editora carioca não quis comprá-las. Só recentemente, a editora Mythos tem trazido compilações específicas deste material, reunindo as histórias de Jim Aparo e Don Newton. 


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sábado, 14 de fevereiro de 2026

AS CRÔNICAS DO FANTASMA (Team Fantomen) 1963 - Atualmente

"As Crônicas do Fantasma" são as histórias produzidas pelo "Team Fantomen", um núcleo de produção montado na Suécia com autores de várias nacionalidades e que são publicadas em outros países do mundo também. No Brasil, essas histórias também apareceram nas revistas da RGE/Globo, e mais recentemente da Mythos, mas foram pouco mais de uma centena delas, o que nem equivale a 10% do total, já que atualmente o Team Fantomen já produziu mais de mil histórias do Fantasma. 

Especialmente o blog FANTASMA BRASIL tem se empenhado em traduzir as inéditas no país, e elas serão disponibilizadas aqui junto com scans de material da RGE/Globo; o HQ Vintage já começou a tradução de outras inéditas, somando esforços a esse hercúleo projeto. 

Vamos estar disponibilizando os números já feitos, mas não se preocupe com os números saltados. As histórias do Fantasma sempre conquistaram os fãs por não serem excessivamente ancoradas na cronologia; esta vale e conta, mas você não precisa necessariamente ter lido uma edição anterior para entender uma história do Fantasma. 

Resolvemos chamar essa publicação de "As Crônicas do Fantasma" porque as mais populares histórias do Team Fantomen são justamente aquelas "históricas", com as outras gerações de Fantasmas. Foram estas que inclusive conquistaram também os brasileiros. O Team Fantomen explorou o passado dos Fantasmas até mais do que o próprio Lee Falk, mas sempre atentos a cronologia que ele estabelecera. Personagens que o criador original usou numa única aventura são assim aprofundados, e a lenda do Fantasma (ou melhor, Fantasmas) se torna maior ainda. 


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O FANTASMA (DC Comics) 1988-1990

Após o cancelamento da revista da Charlton em 1977, o Fantasma somente foi ganhar uma nova revista em quadrinhos nos EUA mais de dez anos depois, em 1988, pelas mãos da DC Comics que licenciou o personagem na esperança de revitalizá-lo com outras marcas dos pulps e comics strips que estava reformulando na época, como Flash Gordon, O Sombra e Doc Savage. 

Com a própria King Features Syndicate exigindo que o personagem não fosse muito alterado, a decisão dos editores foi modernizá-lo sem descaracterizá-lo, nem recontar sua origem, ao contrário do que foi feito com outros personagens clássicos - uma vez que as tiras em quadrinhos continuavam sendo publicadas e o Fantasma era facilmente reconhedico pelo público. A única mudança foi apresentar um Fantasma ainda solteiro (ele havia se casado em 1978), mas já envolvido e namorando com Diana Palmer.

Inicialmente foi lançada uma mini-série para testar essa nova visão do personagem, que contou com o então jovem e novato escritor Peter David nos roteiros, e o veterano fã do Fantasma Joe Orlando nos desenhos, com Dennis Janke na arte-final. A história consegue explicar a mitologia por trás do Fantasma com uma nova trama nos dias atuais misturada com a iniciação de um dos seus antepassados - um excelente ponto de partida para qualquer novo leitor. 

A mini-série teve boas vendas, e assim, no ano seguinte, o Fantasma ganhou uma nova revista mensal, agora escrita pelo também jovem Mark Verheiden, que posteriormente trabalharia mais com cinema e televisão, tendo assinado roteiros para filmes como O Máscara e Time Cop, e episódios de Smallville, Battlestar Galactica, Heroes, Constantine, Monstro do Pântano, Demolidor, e várias outras baseadas/inspiradas nos quadrinhos; e desenhada por Luke McDonald, que estava chamando atenção por sua versão do Esquadrão Suicida.

Verheiden foi fiel ao personagem, mas o modernizou com combatividade anti-colonialista para desmontar uma crítica muito comum ao herói, mostrando o Fantasma enfrentando mercadores de armas, escravagistas e piratas modernos, racismo e outros crimes praticados contra os africanos. Apesar de ser elogiada pela crítica, a série não vendeu bem o suficiente para a DC aceitar pagar um aumento pelos direitos autorais que a King Features Syndicate exigiu na renovação do contrato, e assim a revista foi encerrada na 13ª edição, com uma reencenação do casamento do Fantasma e Diana. 


VOLUME 1 (1988)